Transtornos alimentares: sintomas e tratamento



Os transtornos alimentares são distúrbios caracterizados por mudanças na forma de se alimentar, que causam prejuízos para a saúde, tanto física quanto mental. É um problema muito grave e que afeta geralmente as mulheres, sobretudo as mais jovens.

Isso porque o aumento da ocorrência desses transtornos está relacionado ao padrão de beleza imposto pela sociedade. Nesse sentido, essas pessoas acreditam que existe algo errado com seus corpos e começam uma tentativa de se adaptar às exigências sociais.

Ou seja, são problemas psicológicos que refletem diretamente na alimentação. Para que você saiba um pouco mais sobre o assunto, trouxemos este post. A seguir, mostramos quais os tipos de transtorno alimentar, bem como os sintomas e, principalmente, maneiras de tratamento. Descubra!

Tipos de transtornos alimentares

Existem vários tipos de transtornos alimentares, dentre os mais comuns estão a anorexia, bulimia, compulsão alimentar e transtorno alimentar noturno. Conheça um pouco sobre eles em seguida.

  • Anorexia nervosa

Caracterizado por um medo exagerado de engordar, bem como uma distorção de imagem, esse distúrbio começa com uma busca por uma alimentação saudável. Depois, ele leva a pessoa a reduzir o consumo de carboidratos.

As restrições alimentares se acentuam até que a pessoa inicia um tipo de jejum e para de se alimentar. É um transtorno gravíssimo, em que o peso fica muito abaixo do mínimo e que apresenta uma taxa de mortalidade de 20%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • Bulimia nervosa

Esse transtorno se caracteriza como o consumo exorbitante de comida em pouco tempo, seguido de um sentimento de descontrole. Assim, para compensar essa ingestão exagerada, surge um comportamento compensatório, com o intuito de controlar o peso.

Normalmente, acontece por meio da indução de vômitos, uso de laxantes e, às vezes, a prática de atividades físicas além da conta. Ao contrário da anorexia, na bulimia o peso se mantém (no máximo, acontece um sobrepeso).

Por isso, é mais difícil que as pessoas ao redor percebam o problema — já que a pessoa bulímica costuma esconder seu comportamento punitivo por vergonha.

  • Compulsão alimentar

Bem como a bulimia nervosa, na compulsão alimentar também existe uma ingestão exagerada de comida em um período curto. Então, mesmo quando não está com fome, a pessoa insiste em comer.

Mas, em oposição à punição que acontece depois de um episódio de bulimia, a compulsão alimentar não apresenta esse comportamento. Por outro lado, comem até se sentirem fisicamente desconfortáveis, o que normalmente leva ao sobrepeso ou obesidade.

  • Transtorno alimentar noturno

Também conhecido como Síndrome do Comer Noturno (SCN), esse distúrbio se dá pela falta de apetite pela manhã e compulsões alimentares durante a noite. Isso porque, como você passou o resto do dia sem comer nada, decide compensar nesse momento.

É mais comum em pessoas que já estão acima do peso e é desencadeada, geralmente, por causa de situações estressantes. Nesse sentido, é mais “fácil” de superar, dado que somente o fato de aprender a desestressar pode ajudar nesse controle.

Principais sintomas

Os principais sinais de que uma pessoa está com algum transtorno alimentar são:

  • sentimento de culpa depois das refeições;
  • inventar desculpas para não comer;
  • preocupação excessiva com tudo o que vai comer;
  • praticar exercícios físicos exageradamente;
  • estar sempre fazendo dieta;
  • se isolar dos outros por estar acima do peso;
  • não fazer as refeições junto com outras pessoas;
  • forçar o vômito depois de comer;
  • rápida perda de peso.

Maneiras de tratamento

Como os distúrbios alimentares estão associados com o psicológico, habitualmente, o tratamento requer uma equipe multiprofissional que envolve nutricionista, psicólogo, psiquiatra e/ou endocrinologista.

Finalmente, os transtornos alimentares são problemas graves, por isso, em qualquer desses casos é importante que a família esteja atenta, ofereça apoio e incentivo para superar. Esse é o primeiro passo para que o tratamento dê certo.

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